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terça-feira, 31 de maio de 2011

Apple lança versão do iWork para iPhone e iPod Touch Editores de texto, planilhas e apresentações já estão disponíveis na Apple Store

31/05 - 18:07hs

iG São Paulo
O iWork ganhou uma versão para iPhone e iPod Touch anunciada hoje pela Apple. Os aplicativos de edição de textos, planilhas e apresentações serão vendidos separadamente e já estão disponíveis na Apple Store por US$ 9,99 cada (cerca de R$ 16). Para quem usava o pacote de serviços no iPad, há uma atualização gratuita disponível de que permite a integração entre as várias plataformas da Apple.
Composto por Keynote (editor de apresentações), Pages (para editar textos), e Numbers (para criar e editar planilhas), o pacote iWork para sistemas operacionais iOS permite o diálogo universal entre todas as plataformas. Os aplicativos permitem também importar e exportar arquivos para outros programas como o Word ou Excel.
A Apple anunciou também o Keynote remote, aplicativo vendido separadamente por US$ 0,99 (R$ 1,60), que transforma iPhones e iPodTouchs em controles remotos para apresentações de slides conduzidas pelo Keynote. Ele permite passar slides mesmo à distância do computador que roda a apresentação.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

IDG Now! » Segurança » Ataques e Ameaças


«Google Wallet» no smartphone para pagamentos electrónicos

A Google anunciou um novo serviço pelo qual os utilizadores poderão usar o smartphone com Android para fazer pagamentos electrónicos, simplesmente aproximando o aparelho telefónico de um ponto de venda. O «Google Wallet» permite pagar com cartões de crédito ou débito em estabelecimentos preparados.
A aplicação armazena as informações do cartão no telefone e o utilizador apenas tem que introduzir uma senha de segurança para confirmar a compra, mediante a aproximação do smartphone ao ponto de venda.
Por outro lado, os estabelecimentos também podem atribuir aos clientes pontos de um programa de fidelidade, que ficam armazenados na aplicação.
O sistema utiliza a tecnologia Near Field Communications (NFC, Comunicação por proximidade) integrada em smartphones como o Google Nexus S para fazer a transmissão das informações, que são encriptadas.
Uma Wallet pode armazenar informações de vários cartões e futuramente poderá ser armazenada também informação de documentos como carta de condução, segundo o IDGNow.
A fase de testes Beta arrancou já nos EUA, com experiências a decorrer em Nova York e São Francisco.

ASUS apresenta o Padfone - Clube do Hardware

ASUS apresenta o Padfone

A ASUS lançou um produto bem interessante na Computex 2011 (a maior feira
de hardware do mundo, que acontece esta semana em Taipei, Taiwan).
Trata-se do Padfone, uma mistura de tablet com smartphone.

O Padfone é formado por um smartphone Android e um tablet com tela de
10,1”. O smartphone é instalado no tablet para dar aos usuários uma tela
ampliada e conectividade 3G. No tablet há uma câmera na parte frontal e
traseira.

A ASUS afirma que o aparelho resolve o problema de transferência de dados
entre smartphone e tablets.

A empresa não informou quando o aparelho chegará ao mercado.

Para mais informações:
http://engt.co/ifKdNc

O caseiro do Piauí e a camareira da Guiné, por AUGUSTO NUNES (Angela Lima)

O caseiro do Piauí e a camareira da Guiné
Por AUGUSTO NUNES
 
 

 

Nascido no Piauí, Francenildo Costa era caseiro em Brasília. Em 2006, depois de confirmar que Antonio Palocci frequentava regularmente a mansão que fingia nem conhecer, teve o sigilo bancário estuprado, a mando do ministro da Fazenda.
 
Nascida na Guiné, Nafissatou Diallo mudou-se para Nova York, em 1998, e é camareira do Sofitel há três anos. Domingo passado, enquanto arrumava o apartamento em que se hospedava Dominique Strauss-Kahn, foi estuprada pelo diretor do FMI e candidato à presidência da França.
 
Consumado o crime em Brasília, a direção da Caixa Econômica Federal, Ministros e o próprio Governo Lula/PT absolveram liminarmente Palocci, e acusaram a vítima (Francenildo) de ter se beneficiado de um “estranho” depósito no valor de R$ 30 mil. Francenildo explicou que o dinheiro fora enviado pelo pai. Por duvidar da palavra do caseiro, a Polícia Federal, a mando do governo, resolveu interrogar Francenildo, até ela  admitir, horas mais tarde, que o que dissera o caseiro, desde sempre, era verdade.
 
Consumado o crime em Nova York, a direção do hotel chamou a polícia, que ouviu o relato de Nafissatou. Confiantes na palavra da camareira, os agentes da lei descobriram o paradeiro do hóspede suspeito e conseguiram prendê-lo, dois minutos antes da decolagem do avião que o levaria para Paris ─ e para a impunidade perpétua.
 
Até depor na CPI dos Bingos, Francenildo, hoje com 28 anos, não sabia quem era o homem que vira muitas vezes chegando de carro à “República de Ribeirão Preto”. Informado de que se tratava do ministro da Fazenda, esperou sem medo a hora de confirmar, na Justiça, o que dissera no Congresso. Nunca foi chamado para detalhar o que testemunhou. Na sessão do Supremo Tribunal Federal que julgou o caso, ele se ofereceu para falar. Os juízes se dispensaram de ouvi-lo. Decidiram que Palocci “não mentiu” e engavetaram a história.
 
Depois da captura de Strauss, a camareira foi levada à polícia para fazer o reconhecimento formal do agressor. A irmã que a acompanhava assustou-se, quando descobriu que o estuprador é uma celebridade internacional. Nafissatou, de 32 anos, disse que acredita na Justiça americana. Embora jurasse que tudo não passara de sexo consensual, o acusado foi recolhido a uma cela.
 
Nesta última quinta-feira, Francenildo completou cinco anos sem emprego fixo. Palocci completou cinco dias de silêncio: perdeu a voz no domingo, quando o país soube do milagre da multiplicação do patrimônio. Pela terceira vez em oito anos, Palocci está de volta ao noticiário político-policial.
 
Enquanto se recupera do trauma, a camareira foi confortada por um comunicado da direção do hotel: “Estamos completamente satisfeitos com seu trabalho e seu comportamento”, diz um trecho. Nesta sexta-feira, depois de cinco noites numa cela, Strauss pagou a fiança de 1 milhão de dólares para responder ao processo, em prisão domiciliar. Até o julgamento, terá de usar uma tornozeleira eletrônica.
 
Livre de complicações judiciais, Palocci elegeu-se deputado, chefiou a campanha de Dilma Rousseff e, há quatro meses, na chefia da Casa Civil, faz e desfaz como primeiro-ministro. Atropelado pela descoberta de que andou ganhando pilhas de dinheiro como traficante de influência, tenta manter o emprego. Talvez consiga: desde 2003, não existe pecado do lado de baixo do equador. O Brasil dos delinquentes cinco estrelas é um convite à reincidência.
 
Enlaçado pelo braço da Justiça, Strauss foi obrigado a renunciar à direção do FMI, sepultou o projeto presidencial que tinha na França, e é forte candidato a uma longa temporada na gaiola. Descobriu tardiamente que, nos Estados Unidos, todos são iguais perante a lei. Não há diferenças entre o hóspede do apartamento de 3 mil dólares por dia e a imigrante africana incumbida de arrumá-lo.
 
Altos Companheiros do PT, esse viveiro de gigolôs da miséria, recitam de meia em meia hora que o Grande Satã ianque é o retrato do triunfo dos poderosos sobre os oprimidos. Lugar de pobre que sonha com o paraíso é o Brasil que Lula e o PT inventaram. 

Colocados lado a lado, o caseiro do Piauí e a camareira da Guiné gritam o contrário.
 
Se tentasse fazer lá o que faz aqui, Palocci teria estacionado no primeiro item do prontuário. Se escolhesse o País do Carnaval  para fazer o que fez nos Estados Unidos, Strauss só se arriscaria a ser convidado para comandar o Banco Central. A camareira seria demitida e processada, e ela e/ou o hotel teria de pagar alta indenização ao estuprador.

O azar de Francenildo foi não ter tentado a vida em Nova York. A sorte de Nassifatou foi ter escapado de um Brasil que absolve o criminoso reincidente e castiga quem comete o pecado da honestidade.
                                                                                
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domingo, 22 de maio de 2011

Filme de sete minutos em preto e branco com o prosaico título Maranhão 66 - (Nelson Motta - O Estado de S.Paulo)

06 de maio de 2011 |
Nelson Motta - O Estado de S.Paulo

Está bombando no YouTube e provocando acessos de gargalhadas e deboches um filme de sete minutos em preto e branco com o prosaico título Maranhão 66. Aparentemente é um documentário sobre a posse de José Sarney no governo do Estado, feito por encomenda do eleito. Mas é assinado por Glauber Rocha.

Com 35 anos, cabelos e bigode pretos, Sarney discursa para o povo na praça, num estilo de oratória que evoca Odorico Paraguaçu, mas sem humor, à sério, que o faz ainda mais caricato e engraçado. Sobre seu palavrório demagógico, Glauber insere imagens da realidade miserável do Maranhão, cadeias cheias de presos, doentes morr endo em hospitais imundos, mendigos maltrapilhos pelas ruas, crianças esquálidas e famintas, enquanto Sarney fala do potencial do babaçu.

Só alguém muito ingênuo, ou mal-intencionado, poderia imaginar que Glauber Rocha fizesse um filme chapa branca. Em 1964, com 25 anos, ele tinha se consagrado internacionalmente com Deus e o diabo na terra do sol e vivia um momento de grande prestígio, alta criatividade e absoluto domínio da técnica e da narrativa cinematográfica. E odiava a ditadura que Sarney apoiava.

Em Maranhão 66, a narrativa se estrutura na dialética entre as imagens da realidade dramática e a demagogia caricata do jovem político provinciano que está tirando do poder um velho coronel - para se tornar ele mesmo o novo coronel.

O filme dentro do filme é imaginar o susto de Sarney quando o viu. Em vez de filmar uma celebração vitoriosa, Glauber usou e abusou da vaidade e do patrocínio de Sarney para fazer um devastador documentário sobre um arquetípico político brasileiro. E uma pesquisa para Terra em transe, que filmou em seguida e hoje é considerado a sua obra-prima. Sarney foi a base para o líder populista interpretado por José Lewgoy, famoso como vilão de chanchadas.

Glauber dizia que o artista também tem de ser um profeta; mas a sua obrigação é de profetizar, não de que as suas profecias se realizem. O discurso de Sarney e as imagens de Maranhão 66 são os mesmos do Maranhão 2011, num filme trágico, cômico, e, 46 anos depois, profético.

Para assistir o filme (antes que o Bigode tire do ar).